A Escola Radical tem 22 anos de existência e é um exemplo de surf social

Raphael dos Santos, que tem paralisia cerebral, se diverte enquanto surfa. Foto: Divulgação

Raphael dos Santos, que tem paralisia cerebral, se diverte enquanto surfa. Foto: Divulgação

Criada em 1992 pela Secretaria de Esportes de Santos, a Escola Radical é a primeira escola de surf gratuita do Brasil e agora vai se conhecida na Europa. Jornalistas da Inglaterra, Espanha e Holanda vão mostrar a seus respectivos países o trabalho realizado na cidade de Santos.

A Escola Radical foi notícia nas últimas semanas, pelo trabalho de surf social realizado lá. Há alguns anos que a Escola criou o Projeto Omelca, que auxilia no desenvolvimento de crianças com síndrome de down e paralisia cerebral, mas esta  semana, o pequeno Raphael dos Santos, de 12 anos, portador de paralisia cerebral, teve sua história revelada nas páginas dos jornais.

Raphael não tinha expectativas de andar, mas depois que começou a surfar, não demorou muito para que ele largasse a cadeira de rodas, hoje, dois anos depois de dar os primeiros passos, o menino vai para as aulas de surf à pé, ao lado da mãe.

A mãe, Fabiana dos Santos, fala com orgulho, sobre o desenvolvimento do filho.

“Esperei dez anos para vê-lo andar. Eu fazia de tudo, até que descobri que faltava um ingrediente. O mar (…) Entreguei o Rapha para uma equipe de anjos” – Fabiana dos Santos, mãe de Raphael

O trabalho da equipe da Escola Radical não chamou atenção apenas da imprensa local. Vieram a Santos as equipes das redes BBC, da Inglaterra e da Omroep Mx TV, da Holanda e está para chegar em Santos, a equipe do El Mundo, na Espanha.

“Sou correspondente internacional e conheço muitos países considerados de Primeiro Mundo que não possuem trabalhos como esse” –  Katy Sherriff, correspondente da Omroep Mx TV

O caso de Raphael não é o único, a Escola Radical, há tempos inova e investe em Surf Social, para usar o surf como uma bela forma de incluir deficientes na sociedade.

O primeiro deficiente visual a surfar no mundo estava em Santos, Valdemir Pereira, o Val, que teve até uma prancha de surf desenvolvida especialmente para ele, para surfar com mais segurança.

“Os outros esportes contemplam a deficiência da pessoa, o surf contempla a pessoa” – Val, primeiro surfista cego do mundo

A terceira idade também não fica de fora, os alunos da terceira idade adoram o surf e a cada dia o esporte recebe mais adeptos.

Aloha!

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