53 meninos participaram da aula de surf na Escola de Surf do Pirata

SPFC Aulas de Surf Guaruja - Escola do Pirata

O que o futebol tem a ver com o surf? Nas categorias de Base do São Paulo FC o esporte nas ondas serve como complemento à preparação da molecada que está iniciando. Na quinta-feira (26), 53 meninos da categoria sub14 do Tricolor participaram de aulas de surf na Escola do Pirata, na Praia de Pitangueiras, em Guarujá. Além de aprenderem a ficar em pé na prancha, conhecerem um novo universo do esporte, os jogadores também tiveram atividades na areia, incluindo o futebol.

A iniciativa fez parte do Projeto Superação, do time da capital e a história de vida de Pirata foi o ponto chave. Surfista desde os oito anos de idade, Alcino Neto teve a perna esquerda amputada, após um acidente de moto, sobretudo pela falta de assistência. Hoje, aos 40 anos, ele é destaque do surf adaptado (pegando ondas com e sem prótese), um exemplo de superação e comanda um projeto, oferecendo aulas de surf e buscando a inserção social para crianças carentes. Junto às aulas no mar, a molecada assistiu a uma palestra com o próprio Pirata.

Com todo o acompanhamento psicológico e social do Clube, a ação teve como objetivo usar o surf como ferramenta para desenvolvimento de equilíbrio, concentração, conhecimento do corpo e, acima de tudo, superação. A psicóloga do esporte, Maria Gabriela Carreiro, coordenadora do Pirata Surf Club, explica que o projeto é inovador, por aliar as duas modalidades e proporcionar aos garotos novas experiências.

“São meninos ótimos para se trabalhar, devido o repertório motor desenvolvido que possuem. Mas é interessante podemos trabalhar também o desenvolvimento de outras habilidades, inclusive psicológicas, como concentração, controle de ansiedade e poder reforçar, dentro d’água, valores que eles usam em campo e na vida, como respeito e cooperação. Há, também, um desenvolvimento de consciência corpotal, devido ao contato com a água, as ondas”, contou.

 O psicólogo do esporte do São Paulo, Augusto Carvalho, ressaltou a história de vida de Pirata como exemplo de superação aos jovens jogadores. “Ele teve capacidade de resistência, continuou surfando, adaptou o surf dele, abriu uma escola. Enfim, conseguiu dar continuidade na vida dele. É um aprendizado e uma experiência que eles estão vivenciando. Uma história real em que podem se inspirar”, destacou.

Ele também evidenciou o contato com a natureza. “O surf envolve muitas questões importantes, como equilíbrio, concentração, conhecer o seu corpo, movimento. Tudo isso em contato com a natureza. Trouxemos garotos que nunca viram o mar. Então é uma experiência incrível, uma ação muito dinâmica”, acrescentou Augusto Carvalho.

VENCER O MEDO – A coordenadora técnica do setor social do futebol de Base do Tricolor, Mariana Grassia, complementou a importância da participação dos garotos. “Principalmente pela grandiosidade do mar. Além de ter de vencer o medo de subir numa prancha, tem de vencer o medo de uma coisa maravilhosa, mas desconhecida. Alguns meninos nem conheciam o ar. Então, o desafio já começa daí”, afirmou, também enaltecendo a história do Pirata.

“A história de superação chega muito próximo da vida dos meninos, dos atletas do futebol, porque outra pessoa talvez não teria a atitude que ele teve, diante da adversidade e se tornar o profissional que é hoje. E isso mostra aos meninos que basta você querer. Se tiverem a vontade e o empenho para estarem no profissional, vai depender deles. Todos são amigos, mas ao mesmo tempo são concorrentes e cada um tem de ter dentro de si aquilo que quer para a vida e se superar”, disse.

Alguns dos jogadores e “novos surfistas” nunca tinham conhecido uma praia. “Foi a primeira vez que vim na praia. Foi uma experiência nova e vou levar daqui mais motivação”, falou o mineiro, de Nova Serrana, Sávio Henrique Carvalho Reis, 14 anos. “Acho que me superei”, complementou o brasiliense Ruan Paraguai, 14 anos. “Foi uma experiência muito grande, para levarmos para o campo também, de sempre estar presente, nunca desistir de nossos objetivos e nossas conquistas”, relatou Yago, que veio do Tocantins.

Para conhecer mais sobre o Pirata Surf Club – Av. Marechal Deodoro da Fonseca, n.357 – Praia das Pitangueiras (Próximo ao Canto do Maluf), em Guarujá.

Telefones (13) 3382.4462 / 99771.7628.

Site: www.piratasurf.com.br.

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