Cinco brasileiros estão no Round 4 do WCT Teahupoo 2015

Gabriel Medina WCT Teahupoo 2015

Medina vence Florence e vai ao Round 4 do WCT Teahupoo 2015 (Foto: Steve Robertson – WSL)

Dos sete brasileiros que se classificaram para o Round 3 do WCT Teahupoo 2015, apenas cinco poderiam avançar ao Round 4. E foi o que aconteceu, isso porque duas baterias foram disputadas entre dois brasileiros e um teria que ficar de fora de cada bateria.

Nas outras baterias, só vitória verde e amarela no Round 3 do WCT Teahupoo 2015. Destaque para a vitória de Gabriel Medina que deu um show de surf para derrotar John John Florence por 19,00 a 18,84 na até então melhor bateria do WCT Teahupoo 2015.

O campeão mundial Gabriel Medina voltou a brilhar no duelo fantástico com John John Florence nos tubos de Teahupoo. O havaiano já tinha feito um novo recorde de 18,84 pontos para o Billabong Pro Tahiti, mas o brasileiro superou essa marca com dois tubaços incríveis para atingir 19 pontos com notas 9,73 e 9,27 nas duas últimas ondas que surfou na bateria. Medina segue na busca pelo bicampeonato na etapa mais desafiadora do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour, mas Adriano de Souza foi batido por Bruno Santos de novo e pode perder a lycra amarela de número 1 do Jeep Leaderboard no Taiti. Um dos três que podem supera-lo é Filipe Toledo, que venceu a primeira das oito baterias disputadas na segunda-feira de ondas de 3-5 pés na temida bancada de Teahupoo.

Os sete brasileiros já disputaram a terceira fase e cinco venceram suas baterias, tendo agora duas chances de classificação para as quartas de final do Billabong Pro Tahiti. As duas únicas baixas aconteceram em baterias verde-amarelas. Depois de Filipe despachar o californiano Brett Simpson, Italo Ferreira ganhou o duelo potiguar com Jadson André mais uma vez, Medina deu um show na vitória dos recordes do Billabong Pro Tahiti, Bruno Santos voltou a derrotar Adriano de Souza e Wiggolly Dantas passou fácil pelo australiano Matt Wilkinson no confronto que acabou fechando a segunda-feira. A condição do mar já estava bem difícil e a competição foi suspensa, com a nona bateria transferida para as 7h30 da terça-feira no Taiti, 14h30 pelo fuso horário de Brasília.

Com as três vitórias seguidas na segunda-feira, um brasileiro já está garantido nas quartas de final do Billabong Pro Tahiti, pois a segunda bateria da quarta fase será disputada por Gabriel Medina, Italo Ferreira e Bruno Santos. A vitória garante classificação, mas os perdedores têm uma segunda chance nos duelos homem a homem da quinta fase. O Brasil também vai participar da primeira e da terceira batalha pelas vagas diretas, começando por Filipe Toledo na primeira com os australianos Owen Wright e Kai Otton. Wiggolly Dantas entra na terceira com o espanhol Aritz Aranburu e o vencedor do confronto australiano entre Josh Kerr e Adrian Buchan, que ficou para abrir o próximo dia de competição no Taiti.

ESPETÁCULO DO DIA – Apesar de não estarem na briga direta pelo título mundial no momento, a bateria mais aguardada da segunda-feira era a dos dois fenômenos do esporte. Ela aconteceu entre os dois duelos brasileiros e foi um espetáculo, quando Teahupoo bombou os melhores tubos do dia. Gabriel Medina pegou o primeiro tubão e largou na frente com nota 9,07. John John Florence respondeu com um mais limpo e mais profundo para ganhar 9,57 que já garantia a liderança, logo ratificada pelo 9,07 que recebeu na onda seguinte.

O campeão mundial precisava de mais tubos que rendessem notas excelentes e achou um que valeu 9,27. Só que na sequência o havaiano iguala essa nota em outro canudo de backside para já registrar um novo recorde de 18,84 pontos para o Billabong Pro Tahiti. Medina não desiste e acha outro tubaço, some lá dentro e reaparece com o braço para cima vibrando para arrancar 9,73 dos juízes na incrível virada sobre John John por 19,00 pontos de 20 possíveis.

“Eu estava realmente ansioso antes da bateria e com um pouco de medo também, pois o John John (Florence) é um dos melhores aqui nessas ondas e era meu surfista favorito”, disse Gabriel Medina. “Foi uma grande batalha e nós dois tivemos notas acima de 9, então estou amarradão porque peguei bons tubos dessa vez. As ondas estavam incríveis na nossa bateria e eu sabia que ia ser uma bateria difícil. Mas, meu pai já tinha me falado para não me preocupar se ele recebesse notas altas, que era para eu me manter concentrado em escolher bem as ondas e fazer o meu melhor. É bom fazer uma bateria assim depois de um monte de derrotas no início do ano. Eu amo essa onda e espero conseguir um bom resultado aqui de novo”.

JEEP LEADERBOARD – Logo após o show de tubos na bateria de Gabriel Medina com John John Florence, as condições do mar começaram a piorar por causa da maré e as séries demorando mais para entrar na bancada de Teahupoo. No duelo seguinte, Adriano de Souza com sua lycra amarela do Jeep Leaderboard só conseguiu achar um tubo bom que valeu nota 8,10, enquanto o niteroiense Bruno Santos pegou três e somou o 8,43 com 7,77 dos dois melhores para vencer por 16,20 a 13,70 pontos. Bruninho já foi campeão do Billabong Pro Tahiti em 2008 competindo com a mesma vaga de convidado que ele conquistou na triagem realizada na terça-feira da semana passada.

“Estou muito feliz por ter conseguido vencer mais uma bateria aqui em Teahupoo, mas triste ao mesmo tempo por ter sido contra o Adriano (de Souza), que é um grande amigo meu e eu realmente desejo ver ele conquistar o título mundial no fim do ano”, disse Bruno Santos. “Eu só quero fazer o meu melhor aqui, tentar passar mais algumas baterias e estou feliz por chegar na quarta fase, porque tenho a chance de avançar direto para as quartas de final. Estou ansioso já para tentar o meu melhor contra os melhores nas melhores condições”.

Com a derrota de Adriano de Souza em 13.o lugar, Mick Fanning entrou na bateria seguinte precisando da vitória para assumir a dianteira na corrida do título mundial, mas perdeu a chance pela segunda vez seguida. A primeira foi por causa dos tubarões na final do J-Bay Open, agora o basco Aritz Aranburu achou os tubos para eliminar o vice-líder por 15,17 contra 6,67 da menor somatória do dia. Mas, Mineirinho ainda pode perder a lycra amarela do Jeep Leaderboard na terceira fase do Billabong Pro Tahiti, se Julian Wilson vencer o veterano C. J. Hobgood na última bateria, que ficou para a terça-feira. Além dele, só Filipe Toledo e outro australiano, Owen Wright, podem ultrapassar os 34.950 pontos de Adriano de Souza nesta etapa. Para isso Filipe precisa chegar na semifinal em Teahupoo e Owen na grande final.

VITÓRIAS BRASILEIRAS – A segunda-feira começou e terminou com vitórias brasileiras nos tubos de 3-5 pés de Teahupoo. Na primeira bateria do dia, Filipe Toledo despachou o norte-americano Brett Simpson por 16,97 a 1250 pontos e vai encarar um concorrente direto pela primeira posição no ranking na briga pela primeira vaga direta para as quartas de final, Owen Wright, além do também australiano Kai Otton. Já Wiggolly Dantas meteu uma “combination” de 16,83 a 8,66 pontos no australiano Matt Wilkinson, no confronto que acabou fechando a segunda-feira no Taiti. Os brasileiros venceram cinco das oito baterias disputadas nas difíceis condições do mar na perigosa bancada de Teahupoo.

Duas delas aconteceram nas baterias verde-amarelas da terceira fase. A primeira foi a dos dois potiguares da “seleção brasileira” do WCT, que se enfrentaram pela terceira vez em duelos eliminatórios e o novato na elite, Italo Ferreira, de Baía Formosa, ganhou todas. Jadson usou a tática de pegar mais ondas, enquanto Italo foi mais seletivo e surfou os melhores tubos para vencer por 16,10 a 9,83 pontos. Já Adriano de Souza só conseguiu completar um tubo bom na sua bateria contra Bruno Santos, que comprovou mais uma vez ser um dos melhores do mundo em Teahupoo até pequeno, como na segunda-feira de séries de 3-5 pés.

O Billabong Pro Tahiti tem prazo até o dia 25 para ser encerrado e a primeira chamada para a continuação da terceira fase na terça-feira foi marcada para as 7h30 no Taiti, 14h30 pelo fuso horário de Brasília, ao vivo pelo www.worldsurfleague.com

SOBRE A WORLD SURF LEAGUE – a World Surf League (WSL) organiza as competições anuais de surfe profissional e as transmissões ao vivo de cada etapa pelo worldsurfleague.com, onde você pode acompanhar todo o drama e aventura do surfe competitivo em qualquer lugar e a qualquer hora onde acontecer. As sanções da WSL são para os seguintes circuitos: World Surf League Championship Tour (CT), que define os campeões mundiais da temporada, Qualifying Series (QS), Big Wave Tour, Pro Junior e Longboard. A organização da WSL está sediada em Santa Monica, Califórnia, com escritório comercial em Nova York. A WSL também tem sete escritórios regionais de apoio na organização dos eventos na África, Ásia, Austrália, Europa, Havaí, América do Norte e América do Sul.

WCT Teahupoo 2015 – Round 3

1.a: Filipe Toledo (BRA) 16.97 x 12.50 Brett Simpson (EUA)

2.a: Kai Otton (AUS) 13.13 x 12.00 Bede Durbidge (AUS)

3.a: Owen Wright (AUS) 18.23 x 15.70 Dusty Payne (HAV)

4.a: Italo Ferreira (BRA) 16.10 x 9.83 Jadson André (BRA)

5.a: Gabriel Medina (BRA) 19.00 x 18.84 John John Florence (HAV)

6.a: Bruno Santos (BRA) 16.20 x 13.70 Adriano de Souza (BRA)

7.a: Aritz Aranburu (ESP) 15.17 x 6.67 Mick Fanning (AUS)

8.a: Wiggolly Dantas (BRA) 16.83 x 8.66 Matt Wilkinson (AUS)

Vão abrir a terça-feira de disputas

9.a: Josh Kerr (AUS) x Adrian Buchan (AUS)

10: Kelly Slater (EUA) x Sebastian Zietz (HAV)

11: Jeremy Flores (FRA) x Joel Parkinson (AUS)

12: Julian Wilson (AUS) x C. J. Hobgood (EUA)

Aloha!

Por: João Carvalho – WSL South America Media Manager

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