Jordy Smith - WSL 2016

Jordy Smith (Foto: Sean Rowland – WSL)

O sul-africano Jordy Smith, 28 anos, barrou o brasileiro Filipe Toledo, 21, nas semifinais e repetiu sua vitória de 2014 no Hurley Pro at Trestles, derrotando o australiano Joel Parkinson, 35, na bateria que fechou a etapa norte-americana do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour em San Clemente, na Califórnia. Ele agora passa a ter chance matemática de brigar pela ponta do ranking na próxima etapa, com Gabriel Medina, 22, defendendo o título do Quiksilver Pro France, de 4 a 15 de outubro em Hossegor. O havaiano John John Florence, 23, vai competir de novo com a lycra amarela do Jeep WSL Leader e o brasileiro tirou a segunda posição do australiano Matt Wilkinson, 27, nos Estados Unidos.

“Eu tive realmente uma boa prancha nos meus pés neste evento e vim para cá com a mente aberta, atenta a tudo”, destacou Jordy Smith. “Eu perdi essa etapa no ano passado (estava contundido), quando as ondas estavam ótimas, então eu só queria mesmo me concentrar bateria a bateria. Eu assisto o Joel (Parkinson) ao longo da minha carreira e ele é um dos meus surfistas favoritos. Eu estou muito feliz, me sentindo na Lua com essa vitória sobre ele”.

O campeão foi impecável na escolha das ondas de 3-4 pés no mar muito inconsistente da quarta-feira em Lower Trestles, com poucas séries entrando nas baterias. Ele pegou as melhores contra Joel Parkinson para mostrar sua variedade de manobras usando a borda da prancha. O australiano só conseguiu surfar duas boas que renderam notas 8,43 e 6,93 com seus longos arcos e grandes manobras nas direitas. Já Jordy Smith, que mora em San Clemente, achou a vala e pegou seis ondas, ganhando 8,17 na terceira, 7,40 na seguinte e 7,53 na quinta, que depois foi trocada pelo 7,63 da última que surfou para sacramentar a vitória por 15,80 a 15,36 pontos e faturar o prêmio de 100 mil dólares do Hurley Pro at Trestles.

“Eu me apaixonei por essa onda e por esta cidade em 2004 (quando venceu a etapa de Trestles)”, contou Joel Parkinson, que festejou seu melhor resultado no ano e nas semifinais barrou o local de Trestles, Tanner Gudauskas, por uma pequena diferença de 14,43 a 14,33 pontos. “Este ano foi outro ano maravilhoso em Trestles para mim e estou realmente feliz por estar de volta ao pódio, pois o último tinha sido em 2014 na África do Sul. Eu estava muito motivado e ansioso também para conquistar outra vitória aqui, mas o Jordy (Smith) é um surfista incrível e tenho que dar os parabéns para ele, que é forte candidato ao título mundial”.

SAÍDA DO BRASIL – Sem previsões de melhores ondas até domingo, quando termina o prazo da etapa norte-americana, as finais aconteceram num mar muito irregular na quarta-feira, com longas calmarias. Na semifinal entre dois surfistas que moram em San Clemente e conhecem bem a praia de Lower Trestles, Filipe Toledo não conseguiu surfar nenhuma onda boa. Pegou uma até fraca no início, mas fez o melhor aéreo do campeonato para tirar 8,33 dos juízes numa única manobra. Jordy Smith deu o troco com seu “power surf”, usando a borda da prancha para abrir grandes leques de água e começar com nota 8,00.

O brasileiro pega outra mais rápido para conseguir 6,17 e abrir 6,51 de vantagem sobre o sul-africano. As séries demoravam bastante para entrar e a outra só surgiu há 8 minutos do fim da bateria. Jordy Smith tinha a prioridade de escolha da onda e a direita abriu uma parede limpa para ele fazer várias manobras com força e velocidade e ganhar nota 9,23. Com ela, assumiu a ponta nos 7 minutos finais da bateria.

Infelizmente, esta série só teve uma onda. Filipe teria que esperar a próxima para surfar e que seria decisiva para ele tirar uma nota excelente, 8,91 no mínimo. No entanto, não entrou mais nada e Filipe Toledo não teve como tentar a vitória. Ele terminou em terceiro lugar no Hurley Pro at Trestles, como no ano passado, quando perdeu a semifinal brasileira com Adriano de Souza e agora o sul-africano venceu por 17,23 a 14,50 pontos.

“Eu tive alguns erros na bateria, como na onda que o Jordy (Smith) foi numa direita e eu entrei na esquerda, que era fraca, em vez de ter ficado com a prioridade (de escolha da próxima onda)”, disse Filipe Toledo. “Eu acho que esse erro foi fatal pra mim, porque não tinham muitas ondas, mas estou feliz pelo terceiro lugar. É sempre uma sensação muito boa você estar no último dia, mas é claro que eu gostaria de ter ido pra final. Mesmo assim, foi mais um bom resultado e já estou ansioso para que chegue logo a etapa da França”. 

“O Filipe é um dos melhores do mundo em aéreos e ele fez um ali incrível, mas procurei manter a calma para selecionar bem as ondas porque o mar estava muito inconsistente, com poucas séries entrando na bateria”, disse o sul-africano Jordy Smith, sobre o duelo com Filipe Toledo, que subiu da 17.a para a 11.a posição no ranking, uma acima do atual campeão mundial Adriano de Souza, que não passou nenhuma bateria na Califórnia e caiu do sétimo para o 12.o lugar na classificação geral das oito etapas completadas nos Estados Unidos.

VITÓRIAS BRASILEIRAS – Restam três para decidir o campeão mundial da temporada, todas vencidas por brasileiros no ano passado. A próxima é o Quiksilver Pro France, que Gabriel Medina já ganhou duas vezes. E as outras duas foram encerradas com finais verde-amarelas. Num verdadeiro show de aéreos, Filipe Toledo derrotou o potiguar Italo Ferreira na decisão do Moche Rip Curl Pro, que acontece entre os dias 18 e 29 de outubro em Peniche, Portugal. Depois, o Billabong Pipe Masters, que já consagrou dois campeões mundiais do Brasil e no ano passado coroou Adriano de Souza com o título na decisão contra Gabriel Medina, fecha a temporada nos dias 8 a 20 de dezembro em Banzai Pipeline, no Havaí.

SWATCH WOMEN´S PRO – Também faltam apenas três etapas para definir a campeã mundial de 2016 e a australiana Tyler Wright abriu uma enorme vantagem de 7.250 pontos com a sua quarta vitória na temporada. A hexacampeã mundial Stephanie Gilmore chegou a surfar a melhor onda da bateria final, mas faltou outra para somar com esta nota 9,13, pois Tyler Wright computou duas na casa dos 8 pontos para ganhar por 17,13 a 15,13.

“Eu sabia que tinha que surfar as melhores ondas para enfrentar a Steph (Stephanie Gilmore) na final. Ela é uma inspiração para mim e sou fã do surfe dela desde criança”, disse Tyler Wright. “Eu coloquei um objetivo neste ano, que é ganhar cada bateria e toda final que eu disputar, então será assim também nos próximos eventos. Estou trabalhando muito forte e acho que tenho o melhor time do mundo comigo. Eu já estive na briga pelo título mundial antes e dessa vez me sinto muito diferente, bem mais confiante, mas ainda temos algumas etapas pela frente e não vejo a hora de competir na próxima (em Portugal)”.

Para chegar na final, a líder do ranking derrotou a americana Sage Erickson no primeiro duelo da quarta-feira em Lower Trestles e Gilmore foi fantástica no confronto australiano com Nikki Van Dijk. A hexacampeã mundial surfou duas ondas de forma incrível que valeram notas 9,50 e 9,10 para totalizar 18,60 pontos de 20 possíveis. Com o vice-campeonato, Steph subiu de sétimo para quinto no ranking, mas não tem chances de brigar pelo título mundial esse ano.

Com a vitória no Swatch Women´s Pro e a eliminação precoce da vice-líder em nono lugar na Califórnia, Tyler Wright deu um importante passo para conquistar o seu primeiro troféu de campeã na World Surf League. O próximo desafio será em Portugal, o Cascais Women´s Pro de 24 de setembro a 2 de outubro no Estoril. A vantagem da australiana ficou tão grande que ela só perde a lycra amarela do Jeep WSL Leader se não passar nenhuma bateria em Portugal e a americana Courtney Conlogue ainda tem que vencer o campeonato para ultrapassa-la.

O Hurley Pro e Swatch Women´s Pro foram transmitidos ao vivo de Lower Trestles pelo www.worldsurfleague.com com divulgação também dos parceiros de mídia da World Surf League: ESPN, Globosat e Sportv no Brasil, Fox Sports da Austrália, CBS Sports dos Estados Unidos, Edgesport, Sky NZ, Canal + Deportes, Channel Nine, MCS, Starhub e Oceanic Time Warner Cable 250 & 1250 no Havaí.

RESULTADOS DO ÚLTIMO DIA DO HURLEY PRO at TRESTLES:

Campeão: Jordy Smith (AFR) por 15,80 pontos (notas 8,17+7,63) – US$ 100.000 e 10.000 pontos

Vice-campeão: Joel Parkinson (AUS) com 15,36 pontos (8,43+6,93) – US$ 50.000 e 8.000 pontos

SEMIFINAIS – 3.o lugar com 6.500 pontos e US$ 25.000 de prêmio:

1.a: Jordy Smith (AFR) 17.23 x 14.50 Filipe Toledo (BRA)

2.a: Joel Parkinson (AUS) 14.43 x 14.33 Tanner Gudauskas (EUA)

FINAL DO SWATCH WOMEN´S PRO:

Campeã: Tyler Wright (AUS) por 17,13 pontos (notas 8,63+8,50) – US$ 60.000 e 10.000 pontos

Vice-campeã: Stephanie Gilmore (AUS) com 15,13 pontos (9,13+6,00) – US$ 30.000 e 8.000 pontos

SEMIFINAIS – 3.o lugar com 6.500 pontos e US$ 18.250 de prêmio:

1.a: Tyler Wright (AUS) 14.60 x 14.17 Sage Erickson (EUA)

2.a: Stephanie Gilmore (AUS) 18.60 x 14.60 Nikki Van Dijk (AUS)

TOP-22 DO JEEP WSL RANKING – após a oitava etapa em Trestles:

1.o: John John Florence (HAV) – 41.650 pontos

2.o: Gabriel Medina (BRA) – 37.450

3.o: Matt Wilkinson (AUS) – 36.500

4.o: Jordy Smith (AFR) – 35.200

5.o: Kelly Slater (EUA) – 29.650

6.o: Joel Parkinson (AUS) – 28.200

7.o: Adrian Buchan (AUS) – 27.950

8.o: Italo Ferreira (BRA) – 25.750

9.o: Julian Wilson (AUS) – 25.700

10: Kolohe Andino (EUA) – 25.650

11: Filipe Toledo (BRA) – 25.450

12: Adriano de Souza (BRA) – 25.400

13: Mick Fanning (AUS) – 25.200

13: Michel Bourez (TAH) – 25.200

15: Josh Kerr (AUS) – 24.200

16: Sebastian Zietz (HAV) – 22.000

17: Caio Ibelli (BRA) – 21.700

18: Wiggolly Dantas (BRA) – 20.650

19: Stu Kennedy (AUS) – 17.200

20: Nat Young (EUA) – 17.150

21: Kanoa Igarashi (EUA) – 16.250

22: Jadson André (BRA) – 15.750

——–outros brasileiros no ranking:

23: Miguel Pupo (BRA) – 14.950 pontos

29: Alejo Muniz (SC) – 12.500

30: Alex Ribeiro (SP) – 9.950

39: Bruno Santos (RJ) – 5.200

44: Deivid Silva (SP) – 1.750

44: Marco Fernandez (BA) – 1.750

44: Lucas Silveira (RJ) – 1.750

48: Bino Lopes (BA) – 500

TOP-10 DO JEEP WOMEN´S RANKING – após a sétima etapa em Trestles (EUA):

1.a: Tyler Wright (AUS) – 53.450 pontos

2.a: Courtney Conlogue (EUA) – 46.200

3.a: Carissa Moore (HAV) – 42.500

4.a: Tatiana Weston-Webb (HAV) – 38.450

5.a: Stephanie Gilmore (AUS) – 37.300

6.a: Johanne Defay (FRA) – 35.600

7.a: Malia Manuel (HAV) – 33.500

8.a: Sally Fitzgibbons (AUS) – 33.200

9.a: Sage Erickson (EUA) – 28.550

10: Laura Enever (AUS) – 25.700

Aloha!

Por: João Carvalho – WSL South America Media Manager – jcarvalho@worldsurfleague.com

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